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Entrevista  |  Atualizado em 03 de novembro de 2008
Nova safra

 
Com lançamento do seu primeiro EP independente, banda santista Shotgun conquista, aos poucos, espaço no cenário underground do rock santista.
Da Redação , IMPRIMIR ENVIAR POR E-MAIL
   
 

Divulgação
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Que Santos é considerado um celeiro musical não é novidade, mas o circuito de bandas santistas fica restrito à produção de músicas comerciais e limita o espaço para as novidades que brotam em meio a este empecilho.

São quase dois anos de estrada, mas que lhes rende bagagem suficiente para dividir o palco com músicos de renome nacional.

As influências são nítidas e caminham entre o rock’n roll clássico dos The Beatles até o peso dos riffs produzidos pelo guitarrista Slash, do Guns N’ Roses que dão à banda santista Shotgun, destaque dentro do cenário roqueiro em Santos.

Bruno Queiroz (baixo), Adílson Boscoli (vocal), Luan da Hora (guitarra), Gabriel Patrone (bateria) e Guilherme Neres (guitarra) não perdem o fôlego durante seus shows e mantém uma presença de palco digna de elogios.

O mais experiente dos cinco, Adilson Boscoli, e o novo integrante, Bruno Queiroz, em entrevista ao jornal Boqueirão, falam das pretensões da banda, de suas influências e da expectativa para o próximo show que acontece neste sábado (8).

J.B.: Como nasceu a Shotgun?
Boscoli: É uma história longa, mas vamos lá (risos). Na primeira formação, a banda tinha outro nome, Rykerz e era composta por outros integrantes, mas devido a alguns problemas internos, um dos integrantes saiu e tudo foi caminhando para o fim.  Alguns dias se passaram até que o Gabriel (baterista) comentou comigo que tinha marcado de ir à um ensaio de uma outra banda que também estava com problemas entre os integrantes.

No primeiro ensaio não fui, mas da segunda vez fiquei surpreso com a harmonia que tivemos, aliás, os cinco ficaram surpresos. Eles tocavam o que eu cantava e a combinação não podia ser melhor. Foram mais de 20 músicas e no final estávamos sorrindo de felicidade. Desde então, a única mudança que aconteceu foi à entrada do Bruno no baixo.

J.B.: Quais as influências mais marcantes nas músicas da banda?
Boscoli: Nada do que ouvimos hoje de rock existiria sem The Beatles, sou fã incondicional deles, mas é predominante a presença do Guns ‘N Roses nas nossas composições e na performance de palco. Busco inspiração também em outras bandas clássicas, como Led Zepellin.
Queiroz: Particularmente sou fã do Steve Harris (baixista do Iron Maiden), mas isso não interfere no trabalho que a banda desenvolve. No final, somamos os dois lados.

J.B.: Vocês possuem cinco canções próprias. Como se dá a aproximação delas com o público?
Boscoli: Buscamos criar um elo emocional com o público através de músicas que atinjam os sentimentos de alguma forma. Esta é a principal maneira de se identificar com as pessoas, em especial com aquelas que estão conhecendo a banda, mas não esquecemos que a questão comercial também é indispensável para que a banda cresça.

J.B.: Quais os maiores obstáculos que enfrentam em Santos?
Boscoli: A falta de lugar para tocar. Este é o maior desafio na Cidade, pois não há espaços para o estilo de som que escolhemos. Depois disso temos que passar pela falta de preparo técnico de algumas casas que não possuem estrutura para receber uma banda, com equipamento de som adequado, etc.  E não podemos deixar de considerar que boa parte do público também não tem dinheiro para prestigiar os shows que aparecem pela região, sejam de bandas iniciantes ou de grupos famosos.

J.B.: Como a Shotgun procura se destacar no mercado musical?
Boscoli: Primeiramente com composições em inglês, o que, de certa forma, atrai mais atenção do público. Este também é um desafio para nós, visto que temos que agradar em outra língua, uma que nem todos são fluentes. Mas isso se dá ao fato de almejarmos tocar fora do Brasil e para isso, precisamos utilizar o inglês. Se qualquer pessoa prestar atenção é possível notar que são poucas as bandas com letras em português reconhecidas em outros países. Este é um obstáculo que serve de incentivo.

J.B.: Vocês vão abrir o show do Cachorro Grande. Como a Shotgun se sente em dividir o palco com uma banda conhecida a nível nacional?
Boscoli e Queiroz (resposta simultânea): Ansiosos (risos). Estamos muito felizes por dois motivos: vamos gravar nosso DVD e fomos escolhidos pela organização, sem nenhuma negociação prévia, para abrir o show deles.

Isso é mais que uma honra, é prova de que nosso trabalho está no caminho certo e que estamos conquistando nosso espaço dentro do cenário musical de Santos.
 

 

 

 

 

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sem dúvidas a stats foi uma banda sinistra! e isso se refletiu pra Shotgun! parabéns pros caras \o/

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Queria agradecer pela matéria que ficou perfeita, parabéns pra Amanda e pra Mary que estão fazendo sucesso com divulgação de bandas no J.B!

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