Após décadas, Prefeitura recebe armazéns do Porto onde fará o Parque Valongo | Boqnews
Foto: Divulgação/PMS

Revitalização

02 DE MAIO DE 2023

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Após décadas, Prefeitura recebe armazéns do Porto onde fará o Parque Valongo

Ato era aguardado há décadas. Com a entrega das áreas, prefeitura irá construir um complexo de lazer e turismo, aproximando o cais da Cidade

Por: Fernando De Maria

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Após décadas de promessas e espera, a Prefeitura de Santos se tornou oficialmente  a responsável pelas áreas entre os armazéns 4 ao 6 no Porto de Santos.

Na prática, apenas o armazém 4 continua de pé, onde deverá abrigar um polo gastronômico e cultural, conforme projeto original.

No final dos anos 80 – ou seja, há quase 35 anos -, os armazéns 5 e 6 foram demolidos para ampliação da avenida portuária de acesso aos veículos.

Inicialmente, seriam os armazéns 1 ao 12 que abririam espaço para a pista Saboó-Valongo, mas de forma paulatina.

 

Localizadas nos extremos do parque, as unidades da Casa de Pedra serão preservadas. Foto Fernando De Maria

Área em frente à Praça Barão do Rio Branco, que será totalmente reformulada. Acima, projeto de revitalização do local. Fotos: Fernando De Maria e Reprodução

No entanto, apesar das promessas na ocasião, apenas os armazéns 5 e 6 foram abaixo.

Eles ficam na altura da praça Barão do Rio Branco, recém-reformulada em razão das obras de revitalização em frente ao Panteão dos Andradas.

Na ocasião, havia o risco também da antiga oficina da extinta CDS – Companhia Docas de Santos – outrora mantida na Casa de Pedra I – fosse derrubada, o que não ocorreu.

Aliás, ela será a referência em direção à Ponta da Praia para o início do Parque Valongo.

Não está descartada a construção de uma segunda passarela para complementar a já existente na região atrás da Alfândega e entregue no início do ano.

Afinal, no espaço de 14 mil metros quadrados de forma linear haverá a instalação do futuro ponto turístico, cuja obra deverá ocorrer até o final do primeiro semestre do próximo ano.

Ou, no máximo, em julho.

 

Recursos garantidos

Pelo menos R$ 15 milhões serão investidos na obra nesta primeira etapa.

Portanto, nas próximas semanas, a empresa internacional que investirá o valor em forma de Trimcc – Termo de Responsabilidade de Implantação de Medidas Mitigadoras e Compensatórias será conhecida.

Assim, o anúncio contará com a presença do CEO do grupo investidor.

Prefeito Rogério Santos exibe a transferência da área da União de 14 mil m2 para a Prefeitura de Santos, após assinatura em ato que contou com a presença do ministro Marcio França, deputados, empresários e o presidente da Autoridade Portuária, Anderson Pomini, que assinou a cessão do espaço, após acerto com o Ministério Público em cumprimento ao TAC – Termo de Ajuste de Conduta firmado junto ao Ministério Público. Foto: Fernando De Maria

Autoridades

O acordo de transferência da área contou com a assinatura entre o prefeito Rogério Santos e o presidente da Autoridade Portuária, Anderson Pomini.

Como testemunhas, o ministro dos Portos e Aeroportos, Márcio França e o deputado federal, Paulo Alexandre Barbosa.

O ato ocorreu na sede da Associação Comercial de Santos, cujos fundos localiza-se exatamente em frente à Casa de Pedra I – símbolo da preservação do patrimônio.

Ou o pouco que resta naquela região.

Dessa forma, autoridades participaram da cessão da área. Foto: Divulgação/PMS

 

A área do futuro parque prevê uma série de intervenções urbanísticas, aproximando a população ao porto.

A expectativa é que os armazéns 1 ao 3 destinem-se ao futuro terminal de passageiros, conforme lembra o ministro França.

Área onde se localizará o futuro Parque Valongo. À direita, o símbolo das pesquisas oceanográficas no País: o barco Prof. W. Besnard. Foto: Fernando De Maria

Além disso, não descartou investimentos públicos para a transferência do novo espaço para recepção aos turistas.

No entanto, o assunto ainda está em estudos.

Afinal, existem estudos inclusive para uso parcial do STS-10, no Saboó, para esta finalidade.

Além disso, o ministro também ressaltou que a Autoridade Portuária já identificou 25 imóveis pertencentes à empresa que estão abandonados.

“São imóveis que poderiam ser utilizados para várias coisas, como estacionamento para caminhões e moradias, por exemplo”, cita.

Ele enfatizou que apesar do túnel Santos – Guarujá ser uma prioridade do governo Lula, a empresa não deixará de lado outras questões, visando em especial a integração Porto-Cidade.

Ao fundo, armazém 7 terá como destino o uso para  fins educacionais, especialmente com as universidades. Foto: Fernando De Maria

Atividades educacionais

Já o armazém 7  ficará sob responsabilidade da Autoridade Portuária (SPA).

No entanto, ele deve destiná-lo a atividades educacionais e tecnológicas em parceria com universidades.

A Unifesp, por exemplo, já demonstrou interesse em contribuir com estudos ligados ao mar.

O prefeito Rogério Santos enfatizou a importância da obra no processo de revitalização do Centro Histórico.

“Um projeto onde houve empenho de todos e agora vai sair do papel”, disse.

Além disso, elogiou também o papel do Ministério Público, que avalizou a transferência por meio de um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta.

Um dos articuladores da proposta ainda quando era prefeito de Santos, o deputado federal Paulo Alexandre Barbosa, presidente da Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos na Câmara Federal, disse que a cessão da área derruba uma das ‘lendas urbanas’ que existiam no Município.

“Estamos em uma janela de oportunidades. A política precisa de menos discurso e mais resultados. A população está cansada de tanto bla-bla-blá dos políticos”, enfatizou.

Audiência Pública

Conforme o secretário de Planejamento da Prefeitura de Santos, Glaucus Farinello, uma audiência pública acontecerá ainda este mês para aceitar sugestões ao projeto.

A divulgação ocorrerá em breve.

Assim, após a audiência pública, haverá a publicação do edital da licitação.

Dessa forma, a meta é que as obras iniciem ainda este ano, com previsão de entrega até julho de 2024 – a poucos meses das eleições municipais.

A proposta atual tomou como referência a integração ocorrida em outros portos, como Oslo (Noruega) e Buenos Aires (Argentina).

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