A Santos Port Authority (SPA), estatal que administra o Porto de Santos, confirmou que deverá lançar no terceiro trimestre o chamamento público para que empresas interessados se habilitem para operar constituir a Ferrovia Interna do Porto de Santos (Fips).
Para tanto, a SPA obteve a aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU), que avalisou essa possibilidade a partir da solicitação feita no início do ano.
A Companhia trabalha para assinar o contrato ainda neste ano, de forma que as obras comecem em 2023.
A Fips, segundo a SPA, é fundamental para expandir a capacidade da ferrovia dentro do Porto, já próxima da saturação.
“Será um contrato associativo inédito, em que os habilitados compartilharão custos e operações. Trata-se de um modelo inovador de oportunidade de negócios, previsto na Lei das Estatais (nº 13.303, de 2016)”, informa comunicado emitido pela estatal, acrescentando que “o plenário do TCU acompanhou a área técnica, destacando que o projeto elimina um gargalo no Porto”.
Segundo a SPA, a Fips demandará investimentos estimados em R$ 891 milhões a serem feitos nos primeiros cinco anos.
Hoje, a capacidade ferroviária anual no complexo portuário está limitada a 50 milhões de toneladas frente a uma projeção de capacidade de 115 milhões de toneladas para os próximos 5 a 10 anos das ferrovias que deságuam no complexo (MRS, Rumo e VLI).
O projeto prevê a separarão os cruzamentos rodoferroviários para garantir fluidez ao escoamento por trens, ampliando a eficiência da operação.
Um dos principais é a construção da “pera” ferroviária na região de Outeirinhos. O “carrossel” de trilhos será o primeiro da margem direita do Porto e permitirá que os trens que transportam os grãos para os terminais de exportação retornem para capturar granéis sólidos de descarga no cluster de fertilizantes.
Atualmente a operação de frete de retorno é ruim porque, sem a pera, os tre